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DCF III-1, Doc. 329
Auto de perguntas do Administrador do Concelho de Vila Nova de Ourém a António dos Santos, pai da vidente Lúcia, sobre o corte de árvores, na Cova da Iria.
A - ACMO - Administração do Concelho. Duas folhas soltas (4 páginas) intercalada no Livro de registo de correspondência expedida, entre as fls. 96v e 97.
B - ASF - Colecção de fotografias do Dr. Galamba de Oliveira, nº 12 e 13.
Descrição do documento: Duas folhas de papel de 25 linhas (4 páginas), junto aos ofícios do copiador relativos a esta época, e foi sobreposta à fl. 96v do mesmo copiador.
ADMINISTRAÇÃO DO CONCELHO DE VILLA NOVA D'OUREM5
Auto de perguntas
Aos vinte e nove dias do mêz de Novembro do ano de mil novecentos e dezesete, nesta Administração do Concelho de Vila Nova d'Ourem, onde s'encontrava o Meretissimo Administrador cidadão Artur d'Oliveira Santos, comigo Custodio Jacintho Vieira, amanuense da Administração supra, servindo de secretario no impedimento do competente, aqui compareceu o cidadão Antonio dos Santos, casado, agricultor, morador em Aljustrel, freguesia de Fatima, afim de se lhe fazerem as necessarias perguntas acerca do córte de arvores, (carrasqueiras) no dia treze de Outubro findo, no sitio chamado a Cóva da Iria, da mesma freguesia; e na presença das testemunhas Manoel Rodrigues Antunes e Jose Vicente da Fonseca Pereira, casados, o primeiro proprietario e morador em Espite, freguesia do mesmo nome, e o segundo oficial desta Administração e morador em Alburitel, freguesia de Ceissa, os quaes com previa declaração d'honra, prometeram seguir as perguntas e respostas, conforme fossem feitas: _____
Declarou chamar-se Antonio dos Santos, de quarenta e nove anos feitos, natural e morador em Aljustrel, freguesia de Fatima. _____
Perguntado acerca do córte das carrasqueiras ou azinheiras, declarou: Que na sua propriedade, da Cóva da Iria, no local aonde sua filha Lucia dizia lhe aparecera uma Santa, foram cortadas trez azinheiras pequenas, sendo duas cortadas a sérra ou serróte, e a terceira com machado ou podôa, não tendo sido cortadas no dia _____ treze de Outubro findo mas sim dias depois6, egnorando comtudo o dia cérto, e não sabendo tambem quem foi a pessôa ou pessôas que as cortaram7. Que o prejuiso que sofreu é calculado em dois ou trez escudos. Que não tem testemunhas do facto.
Do que para constar se lavrou o presente auto, que depois de lido vae ser assinado pelo Administrador, não assinando o depoente por declarar não saber, e pelas testemunhas Manoel Rodrigues Antunes e José Vicente da Fonseca Pereira.
E eu Custodio Jacintho Vieira amanuense da Administração que o escrevi e assino.
Artur de Oliveira Santos
Manuel Rodrigues Antunes
José Vicente da Fonseca Pereira
Custodio Jacintho Vieira
Notas dos editores
Aparato crítico e remissões (5)
As notas dos editores sobre correções, rasuras, variantes dos manuscritos e referências a outros documentos. As suas chamadas não aparecem no texto acima.