Explorar / Relato

António Baptista · 13 de julho de 1917

Gente da terrahomem da Moita (Fátima), de 50 anos
13 jul.Testemunho diretoEm parteInterrogatórioPalavras dos videntesTrovão / ruído

Em 13 de julho estive na Cova da Iria. Ajoelhei ao pé das creanças e guardei o calor da cabeça d’ellas com um guarda-chuva. A Lucia disse por duas ou tres vezes: “Ajoelhem todos os que puderem”. Ella ajoelhou. Pareceu-me ouvir n’aquelle momento um ventito, uma azoada. A pequena perguntou: “O que deseja, minha Senhora, que eu possa fazer.” Em seguida accrescentou: “Está uma pessoa no Pedrogam que pede que lhe converta a familia da casa. Está uma mulher na Fatima que lhe pede a graça de converter a familia toda. E está um homem na Athouguia que pede a Nossa Senhora que o leve para o Ceu quanto mais depressa melhor. E peço a Nossa Senhora que melhore os coxos.” No fim de cada pergunta e de cada pedido esperava um pouco. Depois disse que Nossa Senhora tinha dito que os melhorava e se os não melhorasse lhes daria auxilio para que se governassem. Emquanto a Lucia estava a ouvir a resposta parecia-me sentir um zunido (uma zunida) como de uma guitarra. Quando ella se levantou, disse: “Voltem-se para alli se a querem ver.”

Esquecia-me [de] dizer que tambem pediu á Senhora que fizesse um milagre com que o povo todo acreditasse.”

DCF III-1, Doc. 292 · interrogatório · 13 nov. 1917 (4 meses depois)Digitalização
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