Testemunhas /

Maria Ermelinda de S. José Lobo de Moura de Vilhena Barbosa

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Filha de Branca de Souza Lobo de Moura de Vilhena Barbosa, do Cartaxo; a 13 de outubro de 1917 foi com a mãe a Fátima no mesmo automóvel que o inspetor escolar João Serra e o Dr. Formigão. Sofria de paludismo havia 13 anos, esperava «qualquer coisa de sobrenatural» e relatou a sua cura em janeiro de 1918.

Residência: CartaxoA região em redorAtitude prévia: crente1 relato · 13 de outubro de 1917
13 out.Testemunho diretoViuArtigo da testemunhaCura

Faz hoje justamente 3 mezes que foi o milagre de Fátima a que eu tive a grande felicidade de assistir. A manhã d'esse feliz dia não se pudia apresentar peor para pessôa que tinha como eu sezões ha 13 annos (tendo os ultimos annos dejenerado em paludismo chronico) pois que appareceu muito chuvosa. A humidade fazia-me pessimamente, não sendo preciso mesmo sahir para lhes sentir os effeitos. A chuva foi de tal maneira impertinente que me molhei completamente, ás 10h da noite quando me deitei ainda estava com a roupa sobre o corpo completamente molhada. Não pensei de todo puder-me ali curar, não por não crêr no puder de Deus, mas sim por não ter formado uma edea do que se ia passar, embora acreditasse que haveria qualquer coisa de sobrenatural. Enquanto se deu o grande milagre, nada pedi que me dissesse respeito. Tendo a minha mãe conhecimento d'esse facto disse-me: "Alguem pediu por si, fui eu" — Que pediu? — "Um dos pedidos foi a sua saude". Só então reparei que desde o dia 13, ha dois dias, não sentia uma dôr no baço que tinha sempre, proveniente do paludismo. Habitualmente não era forte por isso não dei logo pelo seu desaparecimento, mas em estado agudo me incomodava bastante.

Um dos medicos que me viu chegou a fallar em operação, edea que foi reprovada pelo medico assistente, declarando que ella me não curaria e reputando a minha doença de incuravel, o que me afirmou mais uma vez, no dia 6 de julho de 1917, acrescentando que me resignasse a viver assim embora o estado agudo de que soffria se devesse atenuar por epocas. Este medico só me viu agora no dia 8 de dezembro nada sabia sobre a minha ida a Fátima e declarou-me com grande espanto seu nada me achar. Eis uma das graças que me foi concedida por N. S. do Smo Rosario n'aquelle abençoado dia. E nada digo sobre o milagre propriamente pois isso já tem sido muito bem descripto. Só acrescento que me sinto outra desde esse feliz momento e termino rogando á Rainha do Smo Rosario que a Egreja dê a sua decisão sobre tão maravilhoso acontecimento.

DCF III-1, Doc. 359 · nota · 13 jan. 1918 (3 meses depois)Digitalizações (2)Ligação
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