Explorar / Documento

DCF III-1, Doc. 24

13 set. 1917AljustrelfotografiaPe. Joaquim António do Carmo

13 set. 19171, Aljustrel

Fotografia dos videntes, Jacinta, Lúcia e Francisco, no quintal da casa de Manuel Pedro Marto (pai do Francisco e da Jacinta)2, feita pelo Pe. Joaquim António do Carmo3.

A - Negativo desaparecido

B - Bilhete postal dos ateliers Marques Abreu (Porto) - (Propriedade registada). Campo fotográfico: 79x129mm. Legenda: "Jacinta, Lúcia e Francisco (os pastorinhos aos quaes apareceu Nossa Senhora em Fátima)". Sem data (cf. nota 1)

Publ.: Fátima em 65 vistas - Album do Santuário, 1936, 1ª edição, fotografia nº 3, p.n.n.

Descrição do documento: Da esquerda para a direita: Jacinta, de mãos postas, próximas da gola do vestido; Lúcia, de lábios abertos e Francisco com as mãos a tocar no queixo. Por detrás dos videntes, construções do quintal da casa de Manuel Pedro Marto.

(Propriedade Registada)
Jacinta, Lucia e Francisco

(Os pastorinhos aos quaes apareceu Nossa Senhora, em Fátima)

Notas dos editores

1 Através de uma carta de Joel de Deus Magno ao Cónego Francisco Maria Félix (Doc. 29, deste volume) concluímos que esta fotografia e a seguinte foram tiradas no dia 13 de Setembro de 1917 e não 13 de Agosto como inicialmente se pensou: "Logo que chegámos, X e eu dirigimo-nos a casa das crianças, photographámo-las e conversámos com ellas". Numa outra carta ao mesmo cónego Félix, escrita depois de 13 de Agosto (Doc. 7, deste volume), Joel de Deus Magno descreve a sua ida à Cova da Iria, falando do rapto das crianças, mas não menciona que se tenham feito quaisquer fotografias aos videntes.
De uma carta do Padre Joel de Deus Magno ao Dr. Formigão, datada de 10 de Agosto de 1950: "Mandei ampliar uma fotografia muito velhinha e sumida que foi tirada na Fátima na minha presença, pelo Pe. Joaquim António do Carmo, quando ainda não se acreditava na grande graça da aparição de Nossa Senhora. Mando-lhe uma. Não ficaram mal, não acha?" (Doc. 25, deste volume). Em 11 e 20 de Julho de 1960, o Pe. Joel de Deus Magno esclareceu melhor Mons. António Antunes Borges sobre a data desta(s) fotografia(s): "em 1917 era seminarista e encontrava-me na Batalha em férias grandes, em fins de Julho ou princípios de Agosto. Antes de 13 de Agosto, mas não em nenhum dia 13, apareceu na Batalha o Pe. Carmo que o convidou a acompanhá-lo até Fátima. Encontraram os videntes com os quais conversaram. A azinheira estava reduzida ao tronco. O Revº Pe. Joaquim António do Carmo levava uma máquina fotográfica e tirou o retrato ali mesmo aos videntes" (Cf. BORGES, António Antunes, Para a história das fotografias dos videntes de Fátima, "Stella", 24 (276), Agosto de 1960, p. 10-11). Embora Joel de Deus Magno afirme que a sua ida à Cova da Iria não foi em nenhum dia 13, a descrição que ele faz do rapto das crianças no dia 13 de Agosto, prova a sua presença ali, assim como a afirmação que ele faz na carta (continua na p. 89) depois de 17 de Setembro de 1917: "Como no mez proximo findo, fui tambem este mez, no dia 13, á Fatima, mas desta vez sem o esperar, porque não era facil nem tinha tenção de lá ir" (Cf. Doc. 29, deste volume).
2 Apesar de Joel de Deus Magno afirmar que esta fotogrfia foi feita no local das aparições, ela foi feita, seguramente, no quintal da casa de Manuel Pedro Marto.
3 Natural da Benedita, Alcobaça.
Abrir