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DCF III-1, Doc. 78
depois de 13 out. 19171
Testemunho de Maria Luísa Garrett Correia, sua irmã Maria Garrett Correia, sua cunhada e outras pessoas amigas2, sobre a aparição do dia 13 de Outubro de 1917.
A - AEL, Documentos de Fátima J1-5.
Inédito.
Descrição do documento: Papel de carta (17,5x13cm), pequeno caderno de duas folhas, escritas na frente e verso, aproveitando a margem superior da folha 1, e a margem inferior da folha 2v.
Eu Maria Luisa Garrett Corrêa minha irmã Maria Garrett Corrêa minha cunhada e outras pessoas amigas que nos acompanhavam afirmamos que fomos testemunhas do que resumidamente passo a descrever3
Perto de sessenta mil pessoas aguardam a hora predita pelas creanças hora que a Virgem lhes anunciára se deveria dar o prodígio visível para todos os que no dia 13 de Outubro visitassem aquele lugar santo.
A hora antiga4 é a que regula. Á meia hora5, pouco mais ou menos pela hora solar, o sol que até essa ocasião estava cuberto por densas e negras nuvens, pois desde as oito da manhã a chuva não cessára um momento acompanhada por um vento tempestuoso, mostra-se de repente liberto de nuvens, no zenith, a chuva cessa, o sol lembra uma placa de prata fosca que é possível fixar sem o mínimo esforço, e aos olhos espantados da multidão, em quanto a creança, que se dirige á Virgem, manda que se ajoelhem e se descubram, o sol gira sobre si mesmo n'um movimento vertiginoso lançando bafaradas de calor como um forno acceso que se houvera aberto, o sol parece aproximar-se da terra em movimentos bruscos e rápidos sucessivamente muda de côr, e a paisagem torna-se amarela depois torna-se arroxeada segundo as côres revestidas pelo sol. Este fenómeno dura aproximadamente 10 minutos durante os quais a multidão de joelhos e de mãos postas clamava perdão e misericórdia.
Do lugar aonde a Virgem falla ás creancinhas elevava-se um fumo branco transparente que forma como uma nuvensinha que envolve o lugar entre dois pequenos carvalhos6 aonde as creanças aguardam a aparição. A pequena mais velha, Lucia, de 10 anos, pergunta a Virgem em voz alta quem é vocês-mecê? Vocês-mecê o que quer? As respostas não se ouvem, mas quando o sol retoma o seu curso habitual a creança volta-se para o povo e ao colo de um homem7 que a segura nos braços repete as palavras da Senhora
Eu sou a Virgem do Rosario quero que me edifiquem aqui uma capella.
Diz ao povo que se emende de attentar contra Deus diz-lhe que hoje se faz a paz e que os vossos militares hão de voltar
As duas outras creanças Francisco e Jacyntha, vêem a Virgem mas não lhe falam.