No campo de Fátima perto da 1 hora. Chove torrencialmente, o que não consegue indispôr os grupos perto de mim. Resa-se o terço, a ladainha, a Corôa da Immaculada Conceição. Conhecidos e desconhecidos unem as suas orações.
Algum tempo depois pára a chuva e o sol, o sol de todos os dias faz a sua apparição....
Pássam uns minutos da 1 e meia. Sinto o coração ligeiramente opprimido. Recomeço o Rosario e a meio do 2º mysterio oiço um suspiro gigantesco da multidão e alguem me diz: "Olha para o sol". Respondo que nada vejo, mas segundos depois sáe-me da bocca esta exclamação: "É a lua". Vejo um disco muito claro azul prateado, sem raios, que logo retomando a côr natural, começa rodando vertiginosamente depois esse disco, tóma differentes côres.
Lança para fóra de si como rôlos de fumo da côr de que está tinto, mas conserva sempre a fórma perfeitamente redonda, sem raios e podendo ser perfeitamente fixado. Em certa occasião vejo-o colorir-se de côr de rosa vivo. Por detraz de cada cabeço levanta-se como um véo de gaze da mesma côr campo e multidão tudo a reflecte. É grandiosamente lindo e no emtanto cresce na alma um sentimento de temor, inexplicavel, se não tivessemos a convicção do "sobrenatural".
Ninguem diz alto o que vê, mas pelo redobrar do ardor das invocações a Nossa Senhora nas occasiões "culminantes" se percebe que todos mais ou menos vêem e sentem o mesmo.
O clamor é immenso no momento em que o sol desce, movimento que observo distinctamente, assim como um movimento para a direita e esquerda, ou vice-versa, mas já á altura regular do sol. Estes dois ultimos movimentos foram muito menos sensiveis que o movimento descendente e não posso affirmar que se seguiram immediatamente a este.
O que acabo de escrever é o que os meus olhos viram em Fátima
A minha alma, essa estava tôda com Nossa Senhora.