Em 13 de Outubro, achava-se proximo das creanças quando se deu a apparição. Do logar onde estava vi-as muito bem. Logo que chegaram, rezaram o terço, a confissão e o acto de contrição. Entretanto o povo comprimia-se cada vez mais de tal maneira que as creanças corriam perigo de ser esmagadas, apesar dos esforços que empregavam as pessoas que as rodeavam para conter aquella onda. Todos queriam ver e ouvir de perto, o que era impossivel. A Jacintha, distrahida e com muito medo chorava por causa dos empurrões que soffria. A Lucia acariciava-a e pedia-lhe que não chorasse porque ninguem lhe fazia mal. O Francisco tambem estava distrahido por causa do povo. De repente a Lucia disse-lhe que olhasse para a carrasqueira. O rosto da menina fez-se mais lindo do que era, tornando-se corada e adelgaçando-se-lhe os beiços. Em seguida ouvi-lhe fazer esta pergunta: O que é que vocemecê quer? Vocemecê disse que no dia de hoje que é 13 de Outubro me diria o que queria. Calou-se um momento e logo acrescentou: “Pois sim, mas se vocemecê não fizer algum milagre o povo diz que é mentira.” Depois calou-se por um pouco. Em seguida disse: “Mas o que hei-de eu pedir? Pedia que vocemecê salvasse este povo todo e o levasse para o Ceu e que curasse estes enfermos.” Nesta occasião estava muita gente a pedir. Não sei a quem se referia a pequena. Disse mais o seguinte: “Já aqui vim fallar umas poucas de vezes e nunca lhe perguntei como se chamava”. Depois de ouvir a resposta disse: “é a Senhora do Rosario.” Inclinando-se depois para a mãe, que estava proximo, mas sem se voltar para o povo, disse mais alto: “Diz Nossa Senhora que olhem para o sol, que ella se quer manifestar nos astros.” É então que a Jacintha exclama: “Já se vae embora a minha mãe do Ceu, olha onde vae ella!” Por sua vez diz o pequeno: “Já a não vejo!” Tornou-lhe a Jacintha: “Esta mesmo á endireitura do
Notas dos editores (1)
1 Parte deste depoimento vem inserido no Relatório da Comissão Canónica (DCF, vol. 2, Doc. 9, de 13 de Abril de 1930; capítulo: “O êxtase”, p. 174-175).