Explorar / Relato

Lúcia de Jesus · 13 de outubro de 1917

Vidente
13 out.Testemunho indiretoViuCartaFiguras / visõesPalavras dos videntes
Transmitido por: Luísa da Madre de Deus da Cunha e Menezes, Marquesa da Ribeira Grande (carta ao Dr. Formigão)

De repente, a voz de Lucia:

– Lá está Ella, na Carrasqueira.

Sensação eterna, sobrenatural a de saber a Mãe de Deus, junto de nós!

De rôjo, no chão, mãos erguidas, na supplica, na contrição fervorosa, da miseria humana, perante a grandeza divina, a santidade das Santidades!

Então distinctamente ouvi esta phrase da Lucia: – Vocemecê não faz hoje o milagre que me prommetteu? –

E a seguir estas singelas palavras dessa creança predestinada, á que ouvi a phrase que destróe todas as duvidas, esclarece toda a hesitação com que os sabios pretendem confundir o sobrenatural, como um phenomeno da natureza, illusão que perturbou a firmeza de tantos crentes!

Olhem para o Sol –

E só depois, dessa exclamação de Lucia, como uma ordem do Céu, é que a Rainha dos Anjos, fez surgir esse prodigioso milagre, esse Sol glorioso que illuminou a sua Apparição, com uma luz, que nenhuma alma christã, poderá apagar!

Mais quatro phrases ainda affirmo ter escutado: – Vocemecê não manda hoje mais nada de mim? –

E, após a pergunta, como que repetindo syllabas e palavras, que, do Céu, lhe murmurava a Mãe de Christo: – Ca - Capella ou Egreja aqui? –

E, pela primeira vez, com physionomia, radiante, e batendo as mãos.

– É Nossa Senhora do Rosario –

Voltando-se novamente para a Jacintha, e baixando a cabeça da direita para a esquerda, como seguindo a mesma direcção, que a Virgem Immaculada, exclamou:

– Foi para ali.

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