Explorar / Relato

Lúcia de Jesus · 13 de maio de 1917

Vidente
13 mai.Testemunho diretoViuInterrogatórioPalavras dos videntesFiguras / visões

Da primeira vez pediste ao Francisco e à Jacinta que não dissessem à família nada do que tinham visto?

– Pedi.

35a – Porquê?

– Porque o ano passado minha mãe ralhou-me, quando eu lhe disse que tinha visto o vulto branco, e disse-me que eu andava a mentir.

36a – Tua mãe soube por ti da 1a aparição?

– Não; foi pelo Francisco e pela Jacinta ou por pessoas a quem eles tivessem contado o que viram.

37a – Conta-me o que ouviste dizer à Senhora em maio.

– Em maio a Senhora disse que não tivéssemos medo porque não nos fazia mal. Perguntei-lhe donde era e ela disse-me que era do Céu. Perguntei-lhe o que que queria e ela respondeu que fôssemos lá todos os meses de mês a mês e ao fim de seis meses dizia o que queria.

38a – Porque foste daí em diante ao local das aparições no dia 13 e não noutro dia de cada mês?

– Fui no dia 13 porque fazia um mês. Entendi que devia ir no dia 13, porque o dia da primeira aparição era 13.

39a – Fizeste-lhe mais algumas perguntas?

– Perguntei se íamos para o Céu e a Senhora disse que sim, mas que o Francisco devia rezar as contas.

40a – A Senhora disse mais alguma coisa?

– Talvez dissesse mais alguma coisa, mas não me lembro.

Notas dos editores (1)

5 Francisco António, nascido em 1873 e casado com Jacinta de Jesus, então residente na Casa Velha.

DCF Seleção, Doc. 22 (= DCF I, Doc. 17) · interrogatório · 2 nov. 1917 (6 meses depois)Digitalizações (2)
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