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DCF Seleção, Doc. 22 (= DCF I, Doc. 17)

2 nov. 1917AljustrelinterrogatórioManuel Nunes FormigãoOriginalmente DCF I, Doc. 17
Índice (4 secções)
  1. Interrogatório do Francisco
  2. Breve interrogatório da Lúcia a três de novembro
  3. Interrogatório de João Marto, de 14 anos de idade irmão do Francisco e da Jacinta.
  4. 2 de novembro de 1917 Continuação do interrogatório do João

2–3 nov. 1917, Aljustrel

Interrogatórios do Dr. Manuel Nunes Formigão aos videntes Lúcia, Francisco, Jacinta e a João Marto, nos dias 2 e 3 de novembro de 1917.

Publ.: DCF, I - Doc. 17

2 de novembro de 1917

[Interrogatório da Lúcia]

1a – Não me tens querido dizer o que viste o ano passado. Provavelmente julgas que se trata de uma coisa sem importância que não vale a pena averiguar bem. Pois crê que estás enganada. Preciso de saber o que foi que viste então e como foi que as coisas se passaram.

– É certo que te apareceu um vulto branco?

– É.

2a – Em que sítio?

– Vi esse vulto no Cabeço, às Estrumeiras, ao pé da Cova da Iria.

3a – Quantas vezes o viste?

– Não me recordo quantas vezes.

4a – Viste-o no chão ou em cima de alguma árvore?

– Vi-o em cima de uma azinheira.

5a – O que te parecia esse vulto?

– Parecia-me uma pessoa embrulhada num lençol.

6a – Dirigiste-lhe a palavra?

– Não lhe disse nada.

7a – Andavas sózinha ou estavam contigo outras pessoas?

– Da 1a vez eu andava com a Teresa do José Matias1 da Casa Velha, e com o Manuel do Justino Pereira2.

8a – Eles também viram?

– Disseram que também tinham visto.

9a – Da 2a vez quem estava presente?
– Estavam o Manuel do José das Neves3, de Aljustrel, e o Manuel da Maria de Jesus4, da Casa Velha.
10a – E da 3a vez?
– Da 3a vez andávamos só eu e o João Marto que disse que não tinha visto.
11a – O vulto estava de cada vez na mesma árvore?
– Apareceu em mais de uma árvore de cada vez.
12a – Como estava vestido?
– Estava todo vestido de branco. Eu não lhe via os braços nem os pés.
12a – Quem viu primeiro o vulto?
– Os outros viram primeiro e disseram-me.
13a – Quanto tempo se demorou?
– Demorou-se pouco tempo.
14a – Disse alguma coisa?
– Não disse nada.
15a – Quem julgas que fosse esse vulto?
– Não sei o que era.
16a – Era Nossa Senhora?
– Cuido que não era Nossa Senhora.
17a – É verdade que uma vez em que estavas a rezar o terço, o gado que apascentavas foi para o campo onde havia trigo e chícharo já crescido sem que comesse nenhuma dessas plantas?
– É verdade.
18a – Quando foi que isso sucedeu?
– Não me recordo, mas parece-me que foi num Domingo.
19a – Não viste o gado comer o trigo e o chícharo?
– Não vi.
20a – Mas sabes com certeza que não comeu?
– Sei, porque um dos donos da propriedade disse que o gado não tinha dado perda.
21a – Afastaste o gado desse sítio?

– Afastámo-lo depois de rezar o terço.

22a – A quem pertencia a propriedade?

23a – Pertencia ao José Matias e a Francisco António5, da Casa Velha. São dois talhões pegados.

24a – Porque não afastaste o gado logo que o viste ir para o campo semeado?

– Não afastei logo porque queria rezar o terço.

25a – Não receavas que ele comesse o que estava semeado?

– Pensava que ele comia, mas deixei-o andar.

26a – Então não sabias que a tua obrigação era retirares imediatamente o gado para que ele não causasse dano?

– Já me confessei dessa falta.

2 de novembro de 1917

27a – Ouvi contar que tinhas dito a uma pessoa que havias de viver mais de vinte anos. É verdade?

– Não me recordo.

28a – Antes de cada aparição vias algum relâmpago?

– Às vezes via um, outras vezes via dois. Os ares estavam turvos, como de trovoada.

29a – Da primeira vez que a Senhora te apareceu o céu estava sem nuvens?

– Não me recordo se havia nuvens.

30a – Quando a Senhora te apareceu da 1a vez o que é que estavas a fazer?

– Rezei o terço antes dela vir.

31a – Quando sucedeu a primeira aparição ajoelhaste-te ou ficaste de pé?

– Da primeira vez fiquei de pé.

32a – A Senhora vinha sempre envolta num esplendor?

– Vinha.

– De que côr era esse esplendor?

– Era muito claro, muito branco.

33a – O esplendor aparecia primeiro que a Senhora?

– Aparecia quase ao mesmo tempo que a Senhora.

34a – Da primeira vez pediste ao Francisco e à Jacinta que não dissessem à família nada do que tinham visto?

– Pedi.

35a – Porquê?

– Porque o ano passado minha mãe ralhou-me, quando eu lhe disse que tinha visto o vulto branco, e disse-me que eu andava a mentir.

36a – Tua mãe soube por ti da 1a aparição?

– Não; foi pelo Francisco e pela Jacinta ou por pessoas a quem eles tivessem contado o que viram.

37a – Conta-me o que ouviste dizer à Senhora em maio.

– Em maio a Senhora disse que não tivéssemos medo porque não nos fazia mal. Perguntei-lhe donde era e ela disse-me que era do Céu. Perguntei-lhe o que que queria e ela respondeu que fôssemos lá todos os meses de mês a mês e ao fim de seis meses dizia o que queria.

38a – Porque foste daí em diante ao local das aparições no dia 13 e não noutro dia de cada mês?

– Fui no dia 13 porque fazia um mês. Entendi que devia ir no dia 13, porque o dia da primeira aparição era 13.

39a – Fizeste-lhe mais algumas perguntas?

– Perguntei se íamos para o Céu e a Senhora disse que sim, mas que o Francisco devia rezar as contas.

40a – A Senhora disse mais alguma coisa?

– Talvez dissesse mais alguma coisa, mas não me lembro.

41a – O que foi que disse a Senhora em junho?

– Disse que continuássemos a ir à Cova da Iria e que aprendêssemos a ler.

42a – Disse mais alguma coisa?

– Estava presente um filho do Manuel Carreira, da Moita, aleijadinho das pernas e das costas6. Perguntei à Senhora se o curava, e ela disse que seria curado dentro de um ano. Já se curou pouco a pouco das costas. Perguntei também se a Senhora era servida converter uma mulher da Moita e ela disse que a converteria dentro de um ano7.

43a – Que mais disse a Senhora?

– Não me recordo de mais nada.

44a – Que disse a Senhora em julho?

– Disse que continuássemos a ir à Cova da Iria e que rezássemos o terço a Nossa Senhora do Rosário para que abrandasse a guerra, que só ela lhe poderia valer. Pedi à Senhora a cura de enfermos e a conversão de pecadores que me tinham recomendado e ela disse-me que melhoraria uns, outros não, e converteria uns, outros não.

45a – Disse mais alguma coisa?

– Não me recordo que tivesse dito mais nada nesse dia.

46a – Que disse a Senhora em agosto?

– Em agosto não fui lá.

47a – Mas que disse ela no domingo seguinte quando te apareceu no sítio dos Valinhos?

– Nos Valinhos disse que se não tivéssemos sido presas não seria o milagre tão conhecido e que teriam vindo S. José com o Menino dar a paz ao mundo e Nosso Senhor dar a bênção ao povo.

48a – Que mais disse Ela?

– Perguntei-lhe o que devia fazer ao dinheiro que se tinha juntado e ela disse que o levássemos em dois andores à Senhora do Rosário, nos dias das festas da Senhora do Rosário.

49a – Foste tu que te lembraste de fazer essa pergunta?

– Não; quem tinha o dinheiro é que me mandou fazer essa pergunta.

50a – A Senhora não disse mais nada?

– Tornei a pedir pelos doentes e pecadores recomendados e ela disse que uns seriam melhorados e outros convertidos dentro de um ano.

Nesse dia não lhe perguntei mais nada.

51a – O que disse a Senhora em setembro?

– Não me recordo do que Ela disse.

Talvez fôsse nesse dia que disse que em 13 de outubro havia de vir S. José com o Menino e Nosso Senhor dar a bênção ao povo e Nossa Senhora do Rosário com um anjinho de cada lado e Nossa Senhora das Dores com um arco de flores.

52a – A treze de outubro viste os anjinhos e o arco de flores?

– Não vi, não reparei, quando a Senhora apareceu ao pé do sol.

52a – O que disse a Senhora em outubro?

– Perguntei-lhe o que me queria. Disse que não ofendessem mais a Deus Nosso Senhor, que já estava muito ofendido, que rezassem o terço a Nossa Senhora do Rosário que lhes perdoasse os pecados (sic), querendo ir para o Céu, e disse também que queria que fizessem ali uma capelinha à Senhora do Rosário ou que ela era a Senhora do Rosário. Eu não sei se ela disse “à Senhora do Rosário” ou “eu sou a Senhora do Rosário”.

53a – Que mais disse ela?

– Eu disse-lhe que tinha muitos pedidos de curas e conversões e ela disse que melhoraria e converteria uns, outros não.

54a – Não disse mais nada?

– Disse: “a guerra acaba hoje e esperem cá pelos seus militares muito breve”.

55a – Não disse que a guerra acabava logo que chegasse ao Céu?

– Não me recordo se disse que era logo que chegasse ao Céu.

56a – Nesse dia disseste ao povo que fechasse os chapéus?

– Não me recordo que o dissesse.

57a – Soltaste um grito dizendo ao povo que olhasse para o sol?

– Não me recordo que soltasse tal grito.

58a – É verdade que a Senhora apontou para o sol?

– Não me recordo que o tivesse feito.

59a – De que cor era o traje de Nossa Senhora ao pé do sol?

– O manto era azul e o vestido branco.

– E o de Nosso Senhor, o de S. José e o do Menino?

– O de S. José era encarnado, e o de Nosso Senhor e o do Menino penso que também eram encarnados.

60a – Quando foi que perguntaste à Senhora o que é que fazia para que o povo acreditasse que era ela que te aparecia?

– Perguntei-lhe umas poucas de vezes; a primeira vez que perguntei cuido que foi em junho.

61a – Quando te disse o segredo?

– Parece-me que foi da 2a vez.

2 de novembro de 1917

Interrogatório da Jacinta

1a – O que foi que disse a Senhora da primeira vez que apareceu, no mês de maio?

– A Lúcia perguntou o que lhe queria e ela disse que fôssemos lá de mês a mês até fazer seis meses e que no último mês diria o que queria.

2a – A Lúcia fez-lhe mais alguma pergunta?

– Perguntou se ela ia para o Céu e a Senhora disse que sim. Perguntou depois se eu ia para o Céu e ela disse que sim. Depois perguntou se o Francisco ia para o Céu e ela disse que sim, mas que havia de rezar as contas.

3a – A Senhora disse mais alguma coisa?

– Não me lembro que tivesse dito mais nada nesse dia. Foi dessa vez que o gado foi para os chícharos.

4a – Que disse a Senhora da segunda vez, em junho?

– A Lúcia disse: O que me quer? A senhora respondeu: quero que aprendam a ler.

5a – A Lúcia fez mais alguma pergunta?

– Pediu pelos doentes e pecadores e a Senhora disse que melhorava uns e os convertia, outros não.

6a – A Senhora disse mais alguma coisa?

– Naquele dia não disse mais nada.

7a – O que disse a Senhora em agosto?

– Em agosto não fomos lá.

8a – Queres dizer o que foi que a Senhora disse no domingo seguinte nos Valinhos?

– A Lúcia perguntou à Senhora se trazia o meu Manuel8 (um irmão da Jacinta que está servindo no exército em Cabo Verde) e ela disse que trazia cá todos.

9a – Que mais disse a Senhora?

– Disse que, se não abalássemos para Ourém, viria S. José e o Menino dar a paz ao mundo e Nossa Senhora do Rosário com dois anjinhos, um de cada lado.

10a – Que mais disse?

– Disse que fizéssemos dois andores e que os levássemos à festa da Senhora do Rosário, que eu, a Lúcia e mais duas meninas vestidas de branco levássemos um e o Francisco com três rapazes levasse o outro.

11a – Disse mais alguma coisa?

– Não disse nada.

12a – Que disse a Senhora em setembro?

– Não me recordo.

13a – Que disse a Senhora em outubro?

– A Lúcia disse: “Que me quer”? A Senhora respondeu: “não ofendam mais a Nosso Senhor que estava muito ofendido”. Disse que perdoava [sic] os nossos pecados, querendo ir para o Céu. Disse também que rezasse a gente o terço. Disse que esperassem cá os militares muito breve e que acabava a guerra naquele dia. Disse que fizesse a gente lá uma capela e não sei se disse “à Senhora do Rosário” ou que “ela era a Senhora do Rosário”.

Novo interrogatório da Jacinta no mesmo dia dois de novembro
(antes do precedente)

1ª – De que lado estava o Menino Jesus quando o viste no dia treze de outubro ao pé do sol?

– O Menino Jesus estava no meio, ao lado direito de S. José, ficando Nossa Senhora do lado direito do sol.

2ª – A senhora que viste ao lado do sol era diferente da que viste sobre a carrasqueira?

– A Senhora que estava ao pé do sol tinha fato branco e manto azul, a que eu vi ao pé da carrasqueira tinha o fato e o manto brancos.

3ª – De que cor eram os pés da Senhora que apareceu na carrasqueira?

– Os pés da Senhora eram brancos, cuido que ela trazia meias.

4ª – De que cor era o fato de S. José e o do Menino?

– O de S. José era encarnado, e o do Menino parece-me que era também encarnado.

5ª – Quando foi que a Senhora revelou o segredo?

– Cuido que foi em julho.

Interrogatório do Francisco

1ª – De que lado estava o Menino Jesus quando o viste ao pé do sol?

– Estava mais perto do sol, do lado esquerdo dele, mas do lado direito de S. José.

2ª – A Senhora que viste ao pé do sol era diferente da que viste sobre a carrasqueira?

– A Senhora que estava ao pé do sol parecia a mesma que eu cá vi em baixo.

3ª – Viste Nosso Senhor abençoando o povo?

– Não vi Nosso Senhor.

Novo interrogatório da Lúcia (antes do precedente) no mesmo dia

1ª – O que a Senhora trazia nos pés eram meias? Tens a certeza disso?

– Cuido que eram meias, mas podiam não ser.

4ª – Tu nunca disseste o segredo, nem mesmo disseste que o povo ficava triste se o soubesse. O Francisco e a Jacinta dizem que ficava triste. Se tu não podes dizer isso, também eles o não podiam dizer. Que te parece?

– Não sei se eles deviam ou não dizer, que o povo ficava triste. Nossa Senhora disse que não devíamos dizer nada a ninguém. Por isso não posso dizer nada.

2a – Tu disseste uma vez que a Senhora tinha meias brancas. Então eram as meias ou eram os pés?

– Se eram meias, eram brancas, mas eu não sei ao certo se eram meias ou se eram os pés.

3a – A saia era sempre do mesmo comprimento?

– A saia da última vez parecia mais comprida.

Breve interrogatório da Lúcia a três de novembro

1a – Quando foi que a Senhora te ensinou a oração que devias rezar depois de cada mistério?

– Parece-me que foi no terceiro mês.

2a – Quantas foram as pessoas que a Senhora prometeu curar e converter?

– Eu pedi por muitas e ela disse que curava e convertia umas, outras não.

3a – Quantas vezes lhe fizeste esse pedido?

– Parece-me que foi cinco vezes, ora por umas pessoas, ora por outras.

Interrogatório de João Marto, de 14 anos de idade irmão do Francisco e da Jacinta.

1a – A 19 de agosto, com quem andavas tu a apascentar o gado nos Valinhos?

– Andava com o Francisco e a Lúcia.

2a – A Jacinta também estava presente?

– Não estava.

3a – A Lúcia pediu-te que a fosses chamar?

– Pediu.

4a – O que foi que ela te disse?

– Disse-me que fosse chamar a Jacinta, porque parecia que ia aparecer Nossa Senhora.

5a – E tu foste logo chamá-la?

– Não; eu não queria ir, mas a Lúcia deu-me um vintém para que eu fosse, e então fui.

6a – A Jacinta estava em casa?
– Não estava; só encontrei lá a mãe, minha irmã estava à porta da casa da Lúcia.
7a – Ela quis ir de boa vontade aos Valinhos?
– Quis.
8a – Quando chegaram, o que estavam fazendo a Lúcia e o Francisco?
– Estavam sentados, mas levantaram-se quando chegámos.
9a – O que fizeram depois?
– A Lúcia disse à Jacinta que olhasse para onde parecia que devia aparecer Nossa Senhora. A Jacinta pôs-se a olhar para esse lado.
10a – Puseram-se todos de joelhos?
– Não; todos estavam de pé. A Lúcia não ajoelhou.

2 de novembro de 1917 Continuação do interrogatório do João

11a – Viste alguma coisa?
– Não vi nada. Só ouvi a Lúcia falar com Nossa Senhora ao pé da carrasqueira.
12a – Ouviste o que Nossa Senhora disse?
– Não ouvi.
13a –
O que foi que a Lúcia disse à Senhora?
– Perguntou-lhe o que é que ela cá vinha fazer.
14a – Ouviste a resposta da Senhora?
– Não ouvi, mas a Lúcia esteve um bocadito à espera.
15a – A Lúcia fez mais perguntas?
– Fez. Tornou a falar, mas não me lembro do que disse, a não ser da última pergunta que foi se ela trazia cá o meu Manuel.
16a – A Lúcia não te contou depois o que a Senhora lhe tinha dito?
– Disse-me no mesmo dia ao pé da carrasqueira, logo de caminho, que, se não fosse levada para a aldeia (Vila Nova de Ourém) no dia 13, o milagre não seria tão conhecido.
17a – Que horas eram quando Nossa Senhora apareceu?
– Era quase noite.
18a – Demoraram-se ainda muito no sítio?
– O Francisco e a Jacinta vieram-se embora e ficámos eu e a Lúcia. O Francisco e a Jacinta voltaram e disseram-me depois que tinham ido rezar lá, mas eu fiquei longe a guardar as ovelhas e não as ouvi rezar.

Notas dos editores

1 Teresa, filha de José Matias (nascido em 1886) e de Maria de Jesus, da Casa Velha. Nasceu a 23 de janeiro de 1906, na Casa Velha. Casou com José Anastácio Vitória. Faleceu a 16 de novembro de 1997.
2 Trata-se de um engano do autor, pois refere-se a Maria de Jesus ou Maria Justino, filha de Manuel Pereira e de Justina de Jesus. Manuel Pereira era também conhecido por Manuel Justino Pereira, nome de seu pai. Maria de Jesus nasceu a 26 de fevereiro de 1907.
3 Manuel das Neves Marto, filho de José das Neves e de Maria Vitória. Nasceu em Aljustrel a 15 de novembro de 1904 e casou a 29 de setembro com Maria do Rosário. Faleceu a 19 de janeiro de 1996.
4 Manuel Pereira Carvalho, filho de Maria de Jesus e de pai incógnito. Nasceu na Casa Velha a 6 de abril de 1906. Casou a 28 de julho de 1929, com Carolina de Jesus, irmã de Lúcia. Faleceu a 22 de outubro de 1978.
5 Francisco António, nascido em 1873 e casado com Jacinta de Jesus, então residente na Casa Velha.
6 João Carreira. Filho de Manuel Carreira e de Maria Carreira ou Maria dos Santos (Maria da Capelinha). Nasceu a 26 de março de 1901, na Moita. Foi guardião da Capelinha das Aparições. Faleceu, no Santuário de Fátima, no dia 6 de abril de 1975.
7 Deve notar-se que estes pedidos da Lúcia, aqui referidos como tendo sido feitos em junho, aparecem nos primeiros interrogatórios do Pároco de Fátima, em julho. Por outro lado, aqui fala-se de “uma mulher da Moita”, enquanto naqueles se refere “uma mulher de Fátima”.
8 Manuel dos Santos Rosa, filho de José Ferreira da Rosa e de Olímpia de Jesus, nasceu a 10 de maio de 1895. Casou com Josefina de Jesus, a 3 de novembro de 1922. Faleceu a 6 de fevereiro de 1976
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