Joaquim Inácio Vicente, casado, canteiro, natural e morador no lugar da Chainça, de Santa Catarina da Serra, deste diocese de Leiria, homem de toda a confiança, declarou-me que no dia treze de agosto, tendo deixado o trabalho, à hora da sesta, da Igreja matriz desta freguesia onde se encontrava, foi à Cova da Iria e que pouco depois da hora indicada para as Aparições, quando o povo já estava desanimado e prestes a retirar-se, ouviu duas fortes detonações semelhantes ao estampido de bombas ou tiros vindos do lado da carrasqueira e no mesmo instante vê a grande massa de povo a fugir, fugindo ele tambem por julgar ser uma forte desordem que o povo se tinha envolvido, e sem saber como nem porquê, ao voltar para trás, pois era dos dianteiros por estar mais afastado da carrasqueira, vê o povo, como que arrastado por uma corrente elétrica, a correr e a concentrar-se junto da carrasqueira.
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Joaquim Inácio Vicente · 13 de agosto de 1917
Gente da terrapedreiro da Chainça (Santa Catarina da Serra), a trabalhar na igreja de Fátima
DCF Seleção, Doc. 42 (= DCF I, Doc. 35) · depoimento · 2 mar. 1919 (19 meses depois)Digitalização