Explorar / Relato

Jacinta Marto · 13 de maio de 1917

Vidente
13 mai.Testemunho indiretoViuDepoimento ajuramentadoFiguras / visõesPalavras dos videntes
Transmitido por: Olímpia de Jesus (mãe de Francisco e Jacinta), depoimento ajuramentado perante a comissão canónica (Dr. Manuel Nunes Formigão, relator)

Ao chegar a casa a Jacinta, muito alegre abraçou-se a ela, o que não costumava fazer e disse: “Ó minha mãe, vi hoje Nossa Senhora na Cova da Iria”. A mãe retorquiu: “Não acredito; és uma boa santa para veres Nossa Senhora”. A pequena mostrou-se um pouco triste e insistiu: “Acredite, minha mãe”. Tinha então sete anos. Isto passou-se ainda na rua à porta de casa. Entraram e logo ela disse: “Minha Mãe, vou rezar o terço com o Francisco, que foi o que Nossa Senhora mandou que nós fizéssemos”.

[…]

A uma pergunta dos pais nesse sentido, a pequena respondeu que Nossa Senhora tinha dito, que fossem lá durante seis meses no dia treze que ela lhes apareceria, e que rezassem o terço. Os videntes compreenderam que essa recitação devia ser feita todos os dias. Dizia Nossa Senhora que rezassem o terço, que o espalhassem pelo mundo e que Deus estava muito ofendido. O Francisco disse que via a Senhora a mexer os beiços, abrir as mãos e fechá-las, mas não ouvia as suas palavras. Disse a Jacinta que a Senhora só falava com a Lúcia.

Abrir