Testemunhas /

Romano dos Santos

Gente da terra

Homem casado do Alqueidão da Serra (Porto de Mós), exposto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nascido por volta de 1865, que não sabia escrever. Foi a quinta testemunha ajuramentada do inquérito que o Pe. Joaquim Vieira da Rosa, vigário de Porto de Mós, fez a 25 de outubro de 1917.

Residência: Alqueidão da Serra (Porto de Mós)A região em redor1 relato · 13 de outubro de 1917
13 out.Testemunho diretoViuDepoimento ajuramentadoPalavras dos videntesA chuva a pararSol a mudar de corSol a girarA multidão

5a testemunha – Romano dos Santos7, casado, morador no lugar e freguesia do Alqueidão da Serra, testemunha presencial dos factos ocorridos no dia treze de outubro de 1917, ajuramentado aos Santos Evangelhos, disse: que ouviu dizer que ajoelhassem todos que vinha Nossa Senhora, palavras estas que ouviu da multidão e que viriam das pastorinhas, que se achavam distantes. Ditas estas palavras a multidão ajoelhou, tendo a chuva cessado nesta ocasião, e olhando para o sol viu que ele estava cercado de diferentes cores e girando como uma roda de fogo de artifício. Ouviu os clamores daquele povo, dizendo que era um milagre conhecido. E mais não disse e não assina o seu depoimento por não saber.

Notas dos editores (1)

7 Era exposto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Casou com 28 anos, a 26 de novembro de 1893, com Joana da Costa Carreira. Faleceu a 5 de outubro de 1962.

DCF Seleção, Doc. 19 (= DCF I, Doc. 21) · depoimento · 25 out. 1917 (12 dias depois)DigitalizaçãoLigação
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