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Rapazote não identificado do serviço de char-à-bancs de Chão de Maçãs

Gente da terra

Um rapazote que trabalhava no serviço de char-à-bancs da estação de Chão de Maçãs (Sabacheira, Tomar), a cerca de 10 km de Vila Nova de Ourém. Quando Avelino de Almeida lhe perguntou, a 12 de outubro de 1917, se já tinha visto a Senhora, respondeu com um sorriso sardónico.

Residência: Chão de Maçãs (Tomar)A região em redorAtitude prévia: cética1 relato · Outros acontecimentos de 1917
Outros de 1917Testemunho indiretoNão viu nadaNotícia de imprensaAtitude céticaA multidão
Transmitido por: Avelino de Almeida

Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezesseis horas de hontem, na estação de Chão de Maçãs5, onde se apearam tambem pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao “milagre”, perguntei, de chofre, a um rapazote do “char-á-bancs” da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardonico e o olhar enviezado, não hesitou em responder-me:

— Eu cá só lá vi pedras, carros, automoveis, cavalgaduras e gente!

Notas dos editores (1)

5 Também conhecida por Estação de Fátima.

DCF III-1, Doc. 87 · notícia de imprensa · 12 out. 1917 · também publicado em DCF III-1, Doc. 155DigitalizaçãoLigação
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