Explorar / Relato

Lúcia, Francisco e Jacinta · 13 de maio e 13 de junho de 1917

VidenteGrupo
13 mai.13 jun.Testemunho diretoViuInterrogatórioFiguras / visõesTrovão / ruídoPalavras dos videntes

Interrogámos as creanças, para saber como se tinha dado a primeira apparição. Responderam com simplicidade que no dia 13 de Maio, quando na Cova da Iria andavam apascentando o seu rebanho, fez uma grande trovoada. Pensavam em juntar o rebanho e irem-se embora, quando d’um relampago viram apparecer uma Senhora. Amedrontados, quizeram fugir, mas a apparição disse-lhes que não fugissem, pois nenhum mal lhes faria. Antes de começar a trovoada as creanças estavam rezando o seu terço, e a apparição recommendou-lhes que rezassem o terço á Senhora do Rosario, para abrandar a guerra, e que voltassem ali todos os mezes, pois durante seis mezes consecutivos ali viriam. — As creanças voltaram ali em junho e dizem ter-lhes apparecido a Senhora que d’esta vez lhes recommendou que aprendessem a lêr, o que as creanças não fizeram logo, porque não havia nem nunca houve professora na Fatima. Agora, sem que ninguem a reclamasse, apparece nomeada para ali, por dois annos uma professora das escolas moveis, e as creanças começaram já a frequentar a escola com bastante aproveitamento, sobretudo da Lucia.

DCF III-1, Doc. 129 · nota · 19 out. 1917 (5 meses depois)Digitalizações (2)
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