Em treze de Setembro achava-me no mesmo logar de costas voltadas para o norte. Estava um pouco desanimado por não vêr cousa alguma de extraordinario como no mes anterior. Pessoas que estavam proximo de mim gritavam que tinham visto. De repente vejo passar uma cousa parecida com um balão de espuma que as creanças costumam fazer soprando com um canudinho. Da primeira vez que a vi passar, calei-me. Vi-a segunda vez e então perguntei alto: o que é isto? Não posso explicar o que era. Perdi-a de vista uma duzia de metro[s] por cima da carrasqueira. Minha mulher não a viu porque estava a olhar para outro lado. Não fitei então o sol. No mesmo mez vi tambem um risco azul n'uma nuvem de côr escura caminhando em sentido contrario ao sol.
Explorar / Relato
Joaquim Vieira · 13 de setembro de 1917
Gente da terrahomem de Assentiz (Torres Novas), de 47 anos
DCF III-1, Doc. 290 · interrogatório · 13 nov. 1917 (2 meses depois)Digitalizações (2)