Em agosto, no dia 13, appareceu uma nuvemzinha branca que caminhou do sul para o norte na direcção do nascente, tomando côres diversas muito lindas. O sol perdeu o brilho por completo, podendo olhar-se para elle, e mudou de côres.
Joaquim Vieira
Homem de Assentiz (Torres Novas), de 47 anos, cujo depoimento sobre 13 de agosto e 13 de setembro de 1917 foi registado pelo Dr. Formigão a 13 de novembro de 1917; mais tarde Formigão incluiu-o entre os curados a 13 de outubro de 1917 de doenças longas e graves.
Em treze de Setembro achava-me no mesmo logar de costas voltadas para o norte. Estava um pouco desanimado por não vêr cousa alguma de extraordinario como no mes anterior. Pessoas que estavam proximo de mim gritavam que tinham visto. De repente vejo passar uma cousa parecida com um balão de espuma que as creanças costumam fazer soprando com um canudinho. Da primeira vez que a vi passar, calei-me. Vi-a segunda vez e então perguntei alto: o que é isto? Não posso explicar o que era. Perdi-a de vista uma duzia de metro[s] por cima da carrasqueira. Minha mulher não a viu porque estava a olhar para outro lado. Não fitei então o sol. No mesmo mez vi tambem um risco azul n'uma nuvem de côr escura caminhando em sentido contrario ao sol.
Joaquim Vieira, de 47 anos, de Assentiz, Torres Novas, sofria de antigas e graves enfermidades, estando desenganado dos médicos. Curou-se no dia 13 de outubro de 1917.