Explorar / Relato

Maria dos Santos · 13 de julho de 1917

Gente da terramoradora da Moita, mais tarde encarregada das esmolas da Capelinha
13 jul.Testemunho diretoEm parteDepoimento ajuramentadoA multidãoPalavras dos videntesTrovão / ruído

Foi lá também em treze de julho. Tinha pedido à Lúcia que deixasse estar o filho João ao pé deles, ao que ela acedeu. Levou uma pedra e sentou-se. Estava muita gente, que começou a vir cedo. Quando a Lúcia disse que vinha a Senhora, o filho escorregou e caiu. Pediu-lhes que rezassem por ele, ao que ela disse que a Senhora tinha dito que o melhorava ou que lhe daria meios de se governar e que rezasse sempre o terço a Nossa Senhora com a família. Estavam todos ajoelhados. Disse a Lúcia: “Já lá vem Nossa Senhora”. Ouviu-se a mesma zunida quando falava e o mesmo assobio de foguete à partida. Antes da aparição rezaram o terço. O marido disse que ela olhava para a Senhora e de vez em quando para o lado e que lhe perguntou porque fazia isso, ao que ela respondeu que era porque cegava a vista com o resplendor que tinha. Pediu a Lúcia pelas melhoras duma pessoa de Pedrógão, pela conversão duma família de Fátima, e por um homem da Atouguia que lhe pedira que Nossa Senhora o levasse para o Céu quanto antes. Depois a depoente ouviu dizer que a pequena tinha afirmado que Nossa Senhora dissera que não tivesse pressa, porque bem sabia quando o havia de levar.

Afirmou também a Lúcia que a Senhora lhe tinha dito o segredo. Na ocasião da aparição ouviu-se um ai, ficando a pequena assustada.

DCF Seleção, Doc. 80 (= DCF II, Doc. 4) · interrogatório · 28 set. 1923 (6 anos depois)Digitalizações (2)
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