Voltaste a Cova da Iria no mês de julho?”. Respondeu: “Voltei no dia treze de julho, como a Senhora recomendara; estava lá bastante gente, pela hora do meio dia. Rezámos o Terço ao pé da carrasqueira; depois de acabar, estando de pé, deu um relâmpago, e apareceu a Senhora em cima da azinheira. E eu perguntei-lhe: o que é que Vossemecê me quer hoje? A Senhora respondeu: – “Quero que continuem a vir aqui o resto dos meses e continuem a rezar o terço”. Depois a Senhora disse: “Querem aprender uma oração?”. “Queremos sim”, respondi. E a Senhora ensinou assim: – “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno e levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.
Em seguida, confiou a mim e à Jacinta algumas palavrinhas, recomendando-nos que não as disséssemos a ninguém, só as podendo dizer ao Francisco. Como me tinham pedido, pedi à Senhora a cura de algumas pessoas, umas cegas, outras aleijadas e outras mudas, e ela disse que dentro dum ano algumas seriam curadas. E nisto subiu ao Céu como das outras vezes”.