Testemunhas /
Gonçalo Xavier de Almeida Garrett
Cientista
Professor jubilado de Astronomia da Universidade de Coimbra, de Castelo Branco, marido de Maria Joaquina Tavares de Proença e pai de José Maria de Proença de Almeida Garrett; levou a família a Fátima a 13 de outubro de 1917 e em 1922 publicou o opúsculo A miraculosa nuvem de fumo.
Residência: Castelo Branco / CoimbraVeio de longe2 relatos · 13 de outubro de 1917
13 out.Testemunho diretoViuCartaVeio de longeDisco pálido / prateadoSol a girarSol a mudar de corCores nas pessoas e na paisagemNuvem / coluna de fumo Foram os seguintes: 1º Os phenomenos duraram uns 8 a 10 minutos; 2º O sol perdeu o seu brilho offuscante, tomando o aspecto da lua podendo ser encarado facilmente, 3º O sol por trez vezes, durante esse periodo de tempo, manifestou um movimento rotatorio na periferia, faiscando chispas de luz nos seus bórdos, á similhança do que se dá com as ródas de artificio, de fogo mui conhecidas, 4º Esse movimento rotatorio dos bórdos do sol, 3 vezes manifestado e 3 interrompido, era rapido e durou 8 ou 10 minutos, pouco mais ou menos; 5º A seguir, o sol tomou a côr violacea e depois alaranjada espalhando essas côres por sôbre a terra, readquirindo alfim o seu brilho e fulgor, impossivel de ser encarado com a vista. 6º Foi pouco depois do meio dia e perto do zenith, (o que é importantissimo) que estes factos se deram.
[…]
Na ultima apparição viu toda a minha familia a nuvem, e como estava a alguma distancia julgaram que havia lume e incenso no local. Por uma pessoa minha parenta e por outras que estavam perto das creanças verificou-se não haver lume algum.
Notas dos editores (1)
3 Embora a carta esteja datada de 3-11-1917, trata-se de um engano do autor. Logo depois refere "Dia de S. Francisco Xavier". A festa deste Santo, celebra-se no dia 3 de Dezembro.
13 out.Testemunho indiretoLivroVeio de longeNuvem / coluna de fumo Transmitido por: Comissão Canónica Diocesana (resumindo o opúsculo de Garrett)
Um ilustre lente jubilado de astronomia na Universidade de Coimbra, recentemente falecido, o doutor Gonçalo Xavier de Almeida Garret, num interessante opúsculo que publicou com o título de “Fátima” e o subtítulo de “A miraculosa nuvem de fumo”, diz que este facto, ao qual talvez se tenha ligado mediana atenção, é todavia importantíssimo, naturalmente inexplicável, e pode e deve servir de elemento de prova da realidade das aparições na Cova da Iria. Na sua autorizada opinião, era um fenómeno físico-químico, independente da ação nervosa do organismo humano. No dia treze de outubro, durante a última aparição, a nuvem de fumo tornou-se visível a grande distância e da estrada distrital distinguia-se com a mais perfeita nitidez. Parecia sair da azinheira, envolver os videntes e elevar-se a uma altura superior a seis metros, ocupando uma área de cerca de seis metros quadrados. Entre a grande multidão de pessoas que nesse dia concorreram a Fátima estiveram pessoas conhecidas e de toda a confiança, que atestam não se ter feito lume algum nesse local que pudesse originar a nuvem de fumo.