Testemunhas /

Maria da Conceição Stokler Parente

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Senhora católica de Alcobaça que se diz «crente», mulher de João José de Brito e Melo, oficial do regimento de cavalaria ali aquartelado; a sua carta saiu em A Ordem assinada «M. C. S. P.». Assistiu ao 13 de outubro de 1917 de dentro de um automóvel, longe do local, e os editores pensam que viajou com José e Capitolina Rino.

Residência: AlcobaçaA região em redorAtitude prévia: crente1 relato · 13 de outubro de 1917

Também aparece como: Maria da Conceição Stokler Parente (M. C. S. P.)

13 out.Testemunho diretoViuCartaA multidãoA chuva a pararPalavras dos videntes

O 13 de outubro era esperado por crentes e descrentes, por bem diversas razões, com indiscriptivel anciedade. Amanheceu de chuva; e esta foi sempre augmentando até que chegou a ser copiosa. Não sei descrever-lhe o aspecto que o logar offerecia!

As creanças tinham ido para o logar á hora do costume, e nós, que por causa da chuva tinhamos ficado no automovel6 a grande distancia, vimos muito bem quando o povo ajoelhou e calculamos que seria quando a vidente annunciou a apparição da Virgem. Ouvem-se canticos. Olhamos: o ceo e a tristeza certamente se haviam apoderado de todos os corações, porque a chuva cahia incessante e nenhum phenomeno se apresentava! A hora adeantava-se, e nada! Olhavamos porém o logar da apparição e lá viamos ainda a enorme multidão, que não se havia retirado. Era signal que a vidente ainda lá se achava. E a esperança renascia. O Luiz Alvaiazere, já meio descrente, tambem disse: Ainda agora, no sitio onde estão as creanças dizia-se que a vidente affirmára que hoje seria á uma hora em ponto. Vêem-se os relogios. Faltavam 2 minutos. De repente, a chuva cessa como por encanto, o sol rompe brilhantissimo, e seguem-se coisas que mil annos que eu viva nunca da minha memoria se poderão apagar!! É uma indescriptivel maravilha o que os nossos olhos vêem! Mas para mim que sou crente — e hoje mais do que nunca — o mais maravilhoso d'esta maravilha consiste em ter sido annunciada por uma simples creança de 10 annos; e, precisamente no dia e á hora para que ella a annunciou, o phenomeno deslumbra-nos! Os sabios saberão explicar este; mas o que elles certamente não saberão, não poderão, nem quererão explicar, é o poder sobrenatural que o produziu. Não confessarão talvez o milagre; mas creio bem que nos seus corações o reconhecem, porque é indiscutivel.

[…]

Na occasião do milagre tudo chorava, e de quasi todas as bocas saía o angustiado grito de: — Minha Mãe Santissima, salvae os nossos Filhos! Minha Nossa Senhora, salvae Portugal!

Notas dos editores (1)

6 Cremos que se trata da "limousine" de José Rino (cf. DCF, vol. 1, Doc. 28, de 30 de Dezembro de 1917, nota 27).

DCF III-1, Doc. 211 · notícia de imprensa · 16 out. 1917 (3 dias depois) · também publicado em DCF III-1, Doc. 353Digitalizações (4)Ligação
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