Quando a pequena voltou para casa o Dr. João do Val9 foi-lhe falar assim como as Saraivas.
Respondia a tudo com a maior das simplecidades e disse isto: “que Nossa-Senhora pedia aos homens que fizessem um esforso para serem melhores que seu amado filho já estava zangado, que a guerra acabaria em breve e que os soldados portuguezes voltariam às suas terras. Recomendava sobretudo que rezassem muito. Se quisessem, que fisessem ali uma capelinha, que a venerassem sob o nome de Na. Senhora do Rosario”.
Fazendo-se-lhe perguntas sobre a Na Senhora, disse que era linda, tinha um vestido branco mto direito (deve ser tunica) descalça e na cabeça um lenço azul muito comprido (manto). A sua voz é muito bonita, e chamava a pequena pelo seu nome: “Lucia”.
A pequena só responde ao que se pergunta, mas sem nenhum embaraço, sendo ela antes da aparição muito envergonhada.
Diz ela, como tambem das outras vezes que a Senhora lhe diz um segredo, que ela não diz a ninguem, nem mesmo à mãe.
Notas dos editores (1)
9 Segundo informação de Mons. Cón. João de Castro, a Família Vale, desde o dia 13 de Junho de 1917, inclusivé, nunca faltou a nenhum dos dias 13, até à morte do Dr. João do Vale.