O reverendo Manuel Marques Ferreira, pároco de Fátima, em carta datada de quinze de agosto de mil novecentos e dezassete, publicada no mesmo jornal, defende-se das acusações que injustamente lhe são feitas de cumplicidade com o administrador do Concelho de Vila Nova de Ourém no rapto dos videntes realizado no dia treze desse mês. Afirma nela que a sua vida chegou a correr perigo, tão grande era a excitação dos ânimos, provocada pelo rapto e pela calúnia que lhe foi assacada. Finalmente, expõe as razões da sua ausência sistemática do local das aparições no dia treze de cada mês, a qual é devida à convicção em que se acha de que a sua presença não é necessária, se as aparições são realmente sobrenaturais, e ao desejo de não fornecer aos inimigos da Igreja um pretexto para que atribuam a fé da multidão à presença ou aos conselhos do pároco de Fátima.
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Manuel Marques Ferreira · 13 de agosto de 1917
Cleropároco de Fátima
DCF Seleção, Doc. 120 (= DCF II, Doc. 9) · documento oficial · 15 ago. 1917 (2 dias depois)Digitalização