Logo após o dia treze de junho comparece na minha presença e residência paroquial, a menina Lúcia acompanhada de sua mãe. Procedi ao interrogatório da Lúcia, a qual me disse que no dia treze do corrente mês de junho, por cerca da uma hora da tarde, se dirigiu com seus primos Francisco e Jacinta para a Cova da Iria. Chegados lá, rezou o terço, com as pessoas que estavam presentes. Terminado o terço, iam as pessoas para rezar a Ladainha, e ela, que já tinha visto o relâmpago, lhes disse: não comecem que já não têm tempo.
Que vai mais para o pé da carrasqueira e vê chegar a Senhora, vindo do nascente. E lhe pergunta:
– Então o que é que me quer?
E a Senhora respondeu:
– Quero-te dizer que voltes cá nos dias treze e que aprendas a ler para te dizer o que quero.
– Então não me quer mais nada?
– Não te quero mais nada.
E logo se começou a elevar e desapareceu.