No dia catorze do mês de julho, compareceu na minha presença e residência paroquial, a vidente Lúcia, vindo acompanhada de sua mãe.
Procedi ao interrogatório, e ela, – a vidente Lúcia – disse que no dia treze deste mês de julho, se dirigiu com os seus primos, Francisco e Jacinta, à hora do costume, para a Cova da Iria, e que chegados lá pediu o terço – isto é, presidiu à sua recitação, – rezando-o com o povo (calculado em duas mil pessoas) –. Terminado o terço esperou um bocadito, e logo viu o relâmpago e em seguida veio a Senhora. Levanta-se, estava ajoelhada, e diz ao povo que se chegue para trás alguma coisa; que ajoelhem os que puderem e quiserem, e tornando a ajoelhar pergunta à Senhora:
– O que é que me quer hoje?
E a Senhora respondeu:
– Quero-te dizer que voltes cá no dia treze: Rezem o terço a Nossa Senhora do Rosário que abrande a guerra que só Ela é que lhe pode valer.
– Tenho aqui por pedido se Vossemecê converte uma mulher do Pedrógão e uma de Fátima, e se melhora um menino da Moita?
E que a Senhora lhe respondeu que os convertia e melhorava dentro de um ano.
– Tenho aqui por pedido se Vossemecê leva um homem da Atouguia para o Céu o mais depressa melhor.
E Ela respondeu:
– Levo mas... (aqui não sei que mais disse).
– Faça um milagre para que todos acreditem!?
E a Senhora respondeu:
– Daqui a três meses faço então com que todos acreditem.
– Não me quer mais nada?!
– Não te quero mais nada.
Dito isto, que se elevou como das outras vezes seguindo para o nascente e desapareceu.