Explorar / Relato

Lúcia de Jesus · 13 de julho de 1917

Vidente
13 jul.Testemunho diretoViuInterrogatórioFiguras / visõesPalavras dos videntes

No dia catorze do mês de julho, compareceu na minha presença e residência paroquial, a vidente Lúcia, vindo acompanhada de sua mãe.

Procedi ao interrogatório, e ela, – a vidente Lúcia – disse que no dia treze deste mês de julho, se dirigiu com os seus primos, Francisco e Jacinta, à hora do costume, para a Cova da Iria, e que chegados lá pediu o terço – isto é, presidiu à sua recitação, – rezando-o com o povo (calculado em duas mil pessoas) –. Terminado o terço esperou um bocadito, e logo viu o relâmpago e em seguida veio a Senhora. Levanta-se, estava ajoelhada, e diz ao povo que se chegue para trás alguma coisa; que ajoelhem os que puderem e quiserem, e tornando a ajoelhar pergunta à Senhora:

– O que é que me quer hoje?
E a Senhora respondeu:
– Quero-te dizer que voltes cá no dia treze: Rezem o terço a Nossa Senhora do Rosário que abrande a guerra que só Ela é que lhe pode valer.
– Tenho aqui por pedido se Vossemecê converte uma mulher do Pedrógão e uma de Fátima, e se melhora um menino da Moita?
E que a Senhora lhe respondeu que os convertia e melhorava dentro de um ano.

– Tenho aqui por pedido se Vossemecê leva um homem da Atouguia para o Céu o mais depressa melhor.

E Ela respondeu:

– Levo mas... (aqui não sei que mais disse).
– Faça um milagre para que todos acreditem!?

E a Senhora respondeu:

– Daqui a três meses faço então com que todos acreditem.
– Não me quer mais nada?!
– Não te quero mais nada.

Dito isto, que se elevou como das outras vezes seguindo para o nascente e desapareceu.

DCF Seleção, Doc. 36 (= DCF I, Doc. 31) · documento oficial · 14 jul. 1917 (1 dia depois)Digitalização
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