Explorar / Relato

Jacinto de Almeida Lopes · 13 de outubro de 1917

Gente da terraproprietário casado, da Amoreira (Fátima)
13 out.Testemunho diretoViuDepoimento ajuramentadoNuvem / coluna de fumoA chuva a pararSol a mudar de corCores nas pessoas e na paisagemDisco pálido / prateadoSol a girar

No dia treze de outubro, dirigiu-se como tanta gente ao local das Aparições, na ansiedade de observar algum facto extraordinário, pois tinha ouvido dizer que a Senhora dissera à Lúcia que no último dia fazia milagre. A chuva fustigava-o fortemente, mas pouco o incomodava porque o seu objetivo estava na observação do extraordinário. Enquanto a hora se aproxima e o povo se vai aglomerando, observa que umas avezinhas andam volitando sobre a carrasqueira, saltitando de um lado para o outro. Vê, por cima do povo que rodeia a carrasqueira, por vezes, umas seguidas às outras, elevar-se da terra pequenas nuvens de fumo – ou lhe parece fumo – semelhante ao fumo do turíbulo em ocasião de incensação, ou às fumaradas de cigarro. Julga a princípio, – que era alguém que ali estava a fumar ou a fazer fogueira para se aquecer, mas veio averiguar que ali não estava lume de espécie alguma. A hora aproxima-se, e eis que, como que por encanto, a chuva suspende, o sol rompe as densas e negras nuvens e mostra-se dardejante com seus luminosos raios, que bem depressa tomam as cores do amarelo, encarnado e verde, tornando os objetos que estavam sob sua influência de iguais cores; e logo perde o seu brilho e cores, – podendo ser fixado a olho nu sem ferir a vista – e toma um vertiginoso movimento de rotação, parecendo precipitar-se sobre a terra. E enquanto observa estas maravilhas, todo o povo se encontra em altas exclamações. Isto durou, o máximo, uns cinco minutos, depois voltou ao seu estado normal.

DCF Seleção, Doc. 39 (= DCF I, Doc. 32) · depoimento · 20 dez. 1918 (14 meses depois)Digitalização
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