Explorar / Relato

Maria Rosa dos Santos · 13 de agosto e outros acontecimentos de 1917

Família dos videntesGente da terramãe da vidente Lúcia
13 ago.Outros de 1917Testemunho diretoDepoimento ajuramentadoAtitude céticaa 2 kmA multidão

Em treze de agosto a Lúcia saíu pela manhã com as ovelhas e quando veio já estava a casa cheia de gente. Estava com tenção de ir à Cova da Iria, como nos meses anteriores, mas o administrador levou-a para Ourém, tendo sido a notícia da prisão comunicada à mãe pela cunhada que, indo para a Cova da Iria, ouviu dizer que o administrador tinha abalado com as crianças. A mãe da Lúcia ficou magoada, mas não se apoquentou porque sabia que não comiam as crianças, pensando ao mesmo tempo que se elas mentiam, mereciam algum castigo e que se diziam a verdade, Nossa Senhora as defenderia. Vieram depois, à tarde muitas pessoas que procuravam confortá-la, dizendo que iam agora mais crentes, porque foi o primeiro dia em que apareceram os sinais. Os irmãos de Jacinta foram de bicicleta observar o que se passava em Ourém e vieram dizer que tinham visto as crianças a brincar na varanda do administrador, que os tratava bem. O administrador veio trazê-los à Fátima no dia quinze num carro e foi pô-las na varanda do senhor Prior. A mãe da Lúcia, que estava lá, veio com a filha para casa. As crianças mostraram-se como dantes contentes e prontas para brincar, dizendo que lhes tinham feito muitas perguntas e que tinha ido um médico examiná-las. O administrador disse que o povo estava com uma doença por ter visto sinais, e o cunhado Marto disse-lhe que então estava muita gente doente.

DCF Seleção, Doc. 80 (= DCF II, Doc. 4) · interrogatório · 28 set. 1923 (6 anos depois)Digitalização
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