Explorar / Relato

Maria dos Santos · 13 de outubro de 1917

Gente da terramoradora da Moita, mais tarde encarregada das esmolas da Capelinha
13 out.Testemunho diretoViuDepoimento ajuramentadoEstrela / globo luminosoSol a cairSol a girarPalavras dos videntes

Em treze de outubro quando a Lúcia disse: “Já lá vem Nossa Senhora, estando uma das filhas da depoente, chamada Maria, em cima de uma pedra, a um metro da azinheira, do lado do nascente, para guardarem o arco para o povo o não estragar, a rapariga sentiu uma pancada na cara, viu uma luz muito bonita ao pé dela e deu um grito dizendo: “Ai! Nossa Senhora!”. A depoente olhou e viu uma estrela, uma bola, não inteiramente redonda, como um ovo, muito bonita, das cores do arco celeste, mas muito mais vivas, tendo uma cauda de metro e meio de cores brilhantes. Passou muito rapidamente e perto da azinheira, e desapareceu a um palmo da terra. Viu o sol que desceu muito.

Depois de treze de setembro disse à Lúcia que perguntasse à Senhora quem ela era. A azinheira abanava muito quando ela disse que vinha a Senhora. Ouviu a Lúcia perguntar: “A Senhora deu licença para fazer a capelinha, agora diga com que título havemos de a adorar”. Quando ela se levantou, depois da aparição, perguntou-lhe que título ela tinha dito e a pequena disse que era Nossa Senhora do Rosário. Nesse dia a Lúcia disse também: “Agora fechem os chapéus”, que já vem S. José ao sol e o Menino deitar a bênção, em bem Nossa Senhora chegando ao Céu”. Depois que ela disse isto o sol bailou.

DCF Seleção, Doc. 80 (= DCF II, Doc. 4) · interrogatório · 28 set. 1923 (6 anos depois)Digitalização
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