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Olímpia de Jesus · 13 de agosto e outros acontecimentos de 1917

Família dos videntesGente da terramãe dos videntes Francisco e Jacinta
13 ago.Outros de 1917Testemunho diretoDepoimento ajuramentadoAtitude céticaa 2 kmA multidão

Em treze de agosto o Administrador do Concelho chegou a casa de Manuel Marto de manhã cedo e a mulher não o conhecia. Ele pediu muito que preparassem os pequenos que andavam com o gado, para irem para a Cova da Iria. Olímpia de Jesus dizia que era muito cedo, que andavam com o gado e que não costumavam ir para lá senão ao meio-dia. O administrador mostrava-se muito aflito, porque queria que os videntes regressassem mais cedo. Chegaram quase às horas do costume e ainda não queriam ir. A mãe tinha-os mandado chamar. A Lúcia declarou que ainda era muito cedo. O administrador disse à Lúcia que haviam de vir à Fátima a casa do senhor Prior para serem interrogados e que dali seguiriam no carro para a Cova da Iria. E assim os enganou. As três crianças foram em companhia dos pais. As mães ficaram em casa. A mãe da Jacinta soube no caminho da Cova da Iria, para onde se dirigia, que o Administrador tinha levado as crianças para Ourém. Voltou então para trás e foi dar parte do sucedido à cunhada, mãe da Lúcia. “Ó Maria, disse ela, então não levaram os cachopos para a Aldeia!” Ela sorriu-se e disse: “Então não andem a mentir!”. “Ai, o que lhes farão por lá!” exclamou a mãe da Jacinta. – “Não tenhas medo que não os comem por lá!”, disse a mãe de Lúcia. Em casa da cunhada quando ouviram o povo a gritar, disse: “O que irá por lá?” A mãe da Lúcia olhou para o sol e disse: “O sol está diferente”. Veio o povo e contou que se tinham visto sinais no sol e no céu.

As crianças chegaram no dia quinze de agosto de manhã em que o administrador as veio trazer. Ele disse às crianças, na presença da mãe da Jacinta: – “Agora podem ir à Cova da Iria quantas vezes quiserem”. Disse o administrador ao pai da Jacinta que “eles diziam ver e ouvir coisas extraordinárias por causa de uma doença que tinham”.

DCF Seleção, Doc. 80 (= DCF II, Doc. 4) · interrogatório · 28 set. 1923 (6 anos depois)Digitalizações (2)
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