Estiveste lá no dia treze do mês seguinte? Respondeu: “No dia treze de junho era festa de Santo António e a minha mãe não tinha muita vontade de me deixar ir à Cova da Iria, porque queria que eu fosse à festa de Santo António, mas algumas pessoas que tiveram conhecimento da Aparição foram buscar-me e à Jacinta e acompanharam-nos até à carrasqueira, aí pela volta do meio-dia. A Jacinta contou à mãe que na Cova da Iria tinha visto uma coisa muito bonita e, por insistência dela, disse-lhe o que foi; eu, só passados oito dias, a uma pergunta da minha mãe, disse o que se tinha passado. Foi assim que se soube.
Quando chegámos junto da carrasqueira, rezámos; e, terminada a oração, vi um relâmpago, estando um dia de muito calor, e a seguir apareceu a Senhora em cima da carrasqueira, vestida da mesma moda. Perguntei-lhe: “O que me quer Vossemecê?” A resposta dela foi: – “Quero que continuem a vir aqui nos outros meses, que rezem o terço todos os dias e que aprendam a ler”. Como me tinham recomendado, pedi à Senhora que curasse um entrevado, e ela respondeu que, se ele se convertesse, ficaria curado dentro dum ano. Depois subiu para o lado do nascente e desapareceu entre as nuvens e o azul do céu”.
– “As pessoas presentes também viram a Senhora?” Respondeu: “O povo perguntou-me e eu disse o que vi, mas não sei se mais alguém viu; depois rezámos o terço, cantámos e fomos para a festa”.
– “Depois dessa Aparição foste visitada por pessoas que te interrogassem sobre ela?”. Respondeu: “Fui visitada por muitas pessoas, e entre elas alguns sacerdotes, que me apertaram com perguntas e me ralharam muito, dizendo-me pessoas da minha família que eu mentia, e a minha mãe chegou a bater-me com o cabo duma vassoura”.