Explorar / Relato

Lúcia, Francisco e Jacinta · 13 de maio – 13 de julho de 1917

VidenteGrupo
13 mai.13 jun.13 jul.Testemunho indiretoViuNotícia de imprensaFiguras / visõesPalavras dos videntes
Transmitido por: Diretor do Raio de Luz (Henrique dos Santos Silva)

Essa visão, com o aspecto d’uma senhora de extraordinaria beleza, aparece-lhes no campo em meio de uma nuvem, em logar fixo. Fala-lhes — limitando-se as creanças a dizer que a Senhora pedira ao pequenino de 3 annos que aprendesse a rezar o terço3, e ás duas pequenas que o rezassem pela patria e pela sua familia, acrescentando que em 13 de outubro lhes dirá o mais que d'ellas quer.

Notas dos editores (3)

1 Publicação mensal com permissão da autoridade eclesiástica. Editor e director: Henrique dos Santos Silva.

2 Esta carta, provavelmente, é pouco posterior a 13 de Agosto, pois diz: “Muito se tem rezado naquele sitio ha dois mezes para cá!...”, isto é, desde Junho de 1917. A autora é uma assinante da revista. A destinatária devia ser também uma senhora, da intimidade da autora, pois a trata por “filha”, sem que este tratamento signifique filiação, porque posteriormente refere: “muita gente, entre ella as minhas creadas”, expressão que não teria sentido se a destinatária fosse sua filha. Existe uma carta de Branca Falcão de Sommer a Elisa Tavares Bonacho dos Anjos Martins, datada de Monte Estoril, de 6 de Outubro de 1917 (Doc. 40, de 6 de Outubro de 1917): “Recebi o “Raio de Luz” assim como a sua amavel carta [...]. Não ha duvida, que a descripção da Fatima escusa de levar assignatura. Lêr o artigo é o mesmo que ouvir a nossa enthusiasta visinha!”. Branca de Sommer e Elisa Martins eram vizinhas em Lisboa (tinham residência respectivamente na Praça do Príncipe Real e Praça das Flores), e também na província (respectivamente na Quinta da Cardiga, freguesia e concelho da Golegã, e na Quinta da Várzea, Riachos, Torres Novas). Por isso, a “enthusiasta visinha” das duas, autora da carta, podia residir também em Lisboa, mas pomos a hipótese, mais provável, de se tratar de Maria de Jesus Xavier de Figueiredo de Mello de Oriol Pena Raposo, residente na Quinta de Carvalhais, entre Riachos e Torres Novas, muito próxima, portanto, da Quinta da Várzea e da Quinta da Cardiga.

3 A referência diz respeito, sem dúvida, ao Francisco, que tinha 8 anos em 13 de Maio de 1917, pois nascera a 11 de Junho de 1908 (cf. DCF, vol. 1, Doc. 1, de c.27 de Maio de 1917, nota 7).

DCF III-1, Doc. 20 · notícia de imprensa · 1 set. 1917 (4 meses depois)Digitalizações (3)
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