A ser certa a visão, haveria uma certa differença entre a maneira como ella se revelava a cada creança. Assim, a mais velha Lucia, era de certo a mais priveligiada, via, ouvia e fallava com a apparição, fazendo-lhe pedidos e perguntas, e obtendo respostas. A mais novita, Jacintha, via e ouvia a Senhora mas nunca lhe fallou, nem Esta se lhe dirigio directamente. O rapazito, Francisco, via a Senhora, mas nunca a ouvio fallar nem sequer a vio mecher os labios, e nunca A vio tão distinctamente como em 13 de Outubro.
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Lá foram as creanças na sua piedosa romaria todos os dias 13 de cada mez á Cova da Iria, excepto em Agosto, em que foram presas. Dizem que viram sempre a Senhora, que a Lucia fallou sempre com Ella, que lhe pedio algumas curas e conversões; que a Senhora lhe prometteu, curar e converter uns, outros não. Que lhes recommendou sempre que rezassem o terço, e lhes disse que queria n’aquelle sitio uma Capellinha dedicada á Senhora do Rosario.
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s creanças descrevem a apparição, como sendo uma Senhora
muito linda, a mais linda que tivessem visto, (palavras textuaes) de mãos erguidas para o Ceu, toda vestida de branco e ouro, tendo pendente do braço direito um terço todo branco.
Uma vez, a Lucia perguntou á Senhora: “De onde é Vocemecê e para onde vae?” e diz que a Senhora lhe respondeu: “Sou do Céu e vou para o Céu”. E perguntando-lhe a Lucia se ella, a Jacintha e o Francisco tambem irião para o Céu, que a Senhora lhe respondera que ella e a Jacintha irião, e que o Francisco tambem iria, mas teria de rezar mais o terço. Desde então o pequeno, tem por vezes rezado dez terços por dia!