Testemunhas /

Jacinto de Sousa Bento

Gente da terra

Homem de Assentiz (Torres Novas), de quem os editores só conhecem a terra; esteve presente de junho a outubro de 1917, tornou-se crente depois de interrogar os videntes em junho e escreveu a Lúcia em 1919.

Residência: Assentiz, Torres NovasA região em redorAtitude prévia: neutra1 relato · 13 de junho de 1917, 13 de julho de 1917, 13 de agosto de 1917, 13 de setembro de 1917, 13 de outubro de 1917
13 jun.13 jul.13 ago.13 set.13 out.Testemunho diretoViuNotaNuvem / coluna de fumoLuz a diminuirDescida da temperaturaTrovão / ruídoPalavras dos videntesA multidão

Cerca da Fátima ou Aljustrel, Cova da Iria, ao lado de Aljustrel, [perto] da estrada [de] macadame, ao lado do norte. Casos presenciados por mim. No dia 13 de Junho fui lá a primeira vez, à qual não fui a tempo ao acto, mas falei com as pequenas no adro da Fátima. Interroguei-as atentamente e vi nelas o que me pareceu impossível não ser verdade. Desde essa hora fiquei crente que era a Virgem Santíssima que ali vinha. No dia 13 de Julho compareci também. À hora da aparição [via-se] uma nevoazinha. O sol perdeu a força deixando de fazer calor, o que até ali fazia muito. E muita gente disse que, quando a aparição falava, ouviam-na mas não

[…]

presenciavam [percebiam] o que Ela dizia. Eu só ouvi quando a Lúcia disse: lá vai Ela! Ouvi no ar um rugido. Parecia o princípio de um trovão. No dia 13 de Agosto compareci também. As meninas e o menino foram presos. Estava muita gente. Às mesmas horas da aparição os astros e o sol representaram o mesmo das outras vezes; e um sinal extraordinaríssimo nos astros. No dia 13 de Setembro compareci também. O sol e os astros fizeram a mesma figura. O povo entusiasmado a olhar para o ar, dizendo uns que viam estrelas, outros que viam uma pomba, outros que viam estrelas a correr e andorinhas a acompanhar. Era um entusiasmo em todos. Ainda outros que viam flores a cair. No dia 13 de Outubro choveu quase toda a manhã. À hora próxima à aparição deixou de chover. Os factos extraordinários que se deram no sol! Toda a gente presenciou: quem tinha os olhos abertos; quem os fechou não viu nada. E talvez houvesse quem visse e dissesse que não viu para não dar honras à Mãe do Céu. Haja o equívoco que houver com respeito à guerra, os [factos] extraordinários que lá houve são inegáveis.

DCF III-1, Doc. 77 · nota · depois de 13 out. 1917 (4 meses depois)Digitalizações (2)Ligação
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